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Embarcações no Lago de Furnas, onde interesse pela navegação cresce a cada ano

Número de barcos aumentou 500% um ano antes do acidente 

Reportagem: Keuly Vianney
Fotos: Aluísio de Souza
n.noticiar@gmail.com
31/07/2022

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Até a tragédia de janeiro de 2022, quando 10 pessoas morreram e 32 ficaram feridas após uma rocha cair sobre lanchas de turistas nos cânions de Capitólio, o interesse pela navegação no Lago de Furnas, no Sul de Minas, podia ser medido em números. Em apenas um ano, entre 2020 e 2021, a quantidade de embarcações cadastradas na região pela Delegacia Fluvial de Furnas (Del Furnas), da Marinha, cresceu 502%.


No fim de 2021, poucos dias antes do acidente, havia 578 barcos, lanchas e outros tipos de embarcações cadastrados. Um ano antes, eram apenas 96. O pedido de carteiras de habilitação para pilotos acompanhou o aumento, pulando de 452 em 2020 para 1.581 em 2021, uma alta de 249%.


Mesmo com os impactos negativos do acidente, os pedidos de cadastro de lanchas e de emissão de carteiras continuam crescendo, como mostra a tabela abaixo, com dados desde janeiro de 2020, quando a Del Furnas passou a fiscalizar e ordenar o tráfego aquaviário nas águas do interior de Minas Gerais. A Marinha não possui números anteriores. 

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Mas, segundo a Del Furnas, até 29 de junho deste ano, havia um total de 2.491 embarcações na região. Dessas, 1.525 foram transferidas de outros locais do Brasil para a área de Furnas. Já as carteiras emitidas totalizam 2.958 unidades.


A Del Furnas é o órgão da Marinha do Brasil responsável por garantir a segurança da navegação, proteção da vida humana no mar e prevenção de poluição ambiental provocada por embarcações. Essas funções estão previstas na Lei nº 9.537/97 e no seu regulamento, Decreto nº 2.596/98, que estabelecem competência e atribuições da Autoridade Marítima. 

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Esta série de reportagens é uma produção independente, realizada entre maio e julho de 2022, por meio do programa Acelerando a Transformação Digital, iniciativa do International Center For Journalists (ICFJ) e Meta Journalism Project, dos Estados Unidos, e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). 

Ficha técnica: 
Reportagem e produção:
Keuly Vianney

Edição e mentoria: Fátima Sá
Fotografias: Aluísio de Souza
Webdesigner: Flávia Ribeiro

Consultant ICFJ: Bruna Borjaille 
Programa Manager ICFJ: Alison Grausam