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TURISMO

A natureza preservada

do Paraíso Perdido

Reportagem e fotos: Keuly Vianney

Webdesign: Hanna Texeira

Atualização 08/10/2025

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Imagine um paraíso natural bem preservado num dos Estados mais belos do Brasil. Pois ele existe: é o Paraíso Perdido, um lindo e famoso complexo de cachoeiras no Sudoeste de Minas Gerais, próximo aos principais roteiros do ecoturismo nacional, como a Serra da Canastra.

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Com fauna e flora bem ricas, o local é um verdadeiro paraíso onde você encontra quedas d’água, piscinas naturais, paredões, cânions, poços, grutas e caminhos de pedra, que são um convite a curtir o que a natureza, em sua mais primária condição, tem a oferecer a quem gosta de passear em meio à Mata Atlântica e o Cerrado (veja Galeria acima e clique na foto para ler a legenda).

LOCALIZAÇÃO

O Paraíso Perdido fica na cidade de São João Batista do Glória, mas é bem próximo das cidades de Passos, de São José da Barra, onde fica a Hidrelétrica de Furnas, e Capitólio. A propriedade possui 56 mil m², sendo que somente em 10 mil m² se estabeleceu a infraestrutura e área de visita. 

O Paraíso Perdido é uma área particular, mas o proprietário, Hebert Mendonça, de Passos, abre o complexo para visitantes, desde que eles desfrutem do local visando a preservação ambiental, bem como a infraestrutura montada no local para recebê-los com segurança (leia texto abaixo). 

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Além do contato direto com a natureza, você se encanta com lindas paisagens e água pura e cristalina vinda do Ribeirão Quebra Anzol, que corta toda a área e deságua no Rio Grande, conhecido como o Mar de Minas. Isso combinado às pedras, em sua maioria, de quartzito branco, as quais norteiam o seu caminho ao conhecer o local. 

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Área de pedras é o primeiro contato do visitante com água das cachoeiras do complexo

Área de visita

Na área de visita propriamente dita,  delimitada por placas de sinalização, o primeiro contato do visitante é com uma grande área de pedras. Em alguns pontos, há um pezinho vermelho e setas que servem de referência para que as pessoas se desloquem com mais segurança.  

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Se você seguir para qualquer um dos lados, encontrará belas paisagens. Mas é indo para a esquerda que você se depara com uma grande piscina natural, que recebe as águas frias vindas das cachoeiras acima dela.

Ali, o passeio começa de verdade pois dá acesso aos cânions, com o barulho mais intenso das quedas d’água, a vista dos paredões e das lindas pedras, que deixam as águas coloridas dependendo da incidência solar – ora azuis, verdes ou amareladas.

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Quanto mais se sobe, mais você descobre os paredões, as piscinas naturais e as belezas únicas do local. Mais uma vez, os pezinhos vermelhos e as setas estão lá, ajudando as pessoas se deslocarem nas pedras. A subida não é complicada, mas pode tornar-se um pouco difícil para quem possui dificuldade de locomoção.

ORIGEM DO NOME

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Conforme o proprietário Hebert Mendonça, o nome Paraíso Perdido foi dado na década de 1960 por dois motociclistas de Ribeirão Preto (SP), que visitavam a região. Cansados e com fome, se embrenharam na mata e descobriram as cachoeiras. Ao contarem a história aos amigos na cidade paulista, um deles falou que o local era um verdadeiro "paraíso". O outro emendou: “mas é perdido”.

Visando maior segurança para os visitantes, correntes de ferro foram instaladas nos paredões a fim de facilitar o deslocamento. Tome cuidado com as pedras escorregadias, que são comuns na área. Conforme se sobe, você pode parar, sentir as pedras, se banhar nas piscinas naturais e poços com mais de 10m de profundidade.

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Uma brincadeira comum das crianças e adultos é escorregar de bunda nas pedras e cair diretamente nas piscinas naturais. Outros visitantes são mais radicais e usam os vãos e falhas naturais dos paredões como trampolim, saltando diretamente nas águas mais fundas.

Para quem é menos aventureiro, há piscininhas rasas, onde dá para ver perfeitamente as pedras e peixinhos nadando. Se você tiver sorte, alguns podem até mordiscar levemente seus pés.   

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A caminhada prossegue nas pedras com as águas frias batendo nas pernas. Dois lugares, em especial, merecem ser visitados: o Poço da Gruta, que se chega andando por cerca de 10 minutos, e mais à frente , o Poço da Juventude que, dizem, dão mais 10 anos de vida a quem se banhar nele.

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Água cristalina dá para ver peixinhos nadando; com sorte, eles podem mordiscar seus pés

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A volta também proporciona novas experiências, com pontos não observados na primeira passagem.

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Dependendo do ângulo, você consegue ver uma piscina natural de borda infinita, cores diferenciadas com o reflexo do sol nas águas e como elas correm nas pedras de vários formatos e tamanhos. Ou seja, um verdadeiro paraíso em terras mineiras.

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Nos últimos anos, tornou-se uma das cachoeiras mais conhecidas e visitadas da região por reunir todas essas maravilhas da natureza que o turista busca ao estar num local como este paraíso, não tão mais perdido.

Piscina de borda infinita natural e cor variada das águas são boas surpresas no Paraíso Perdido

Preservação mantém patrimônio intacto

Todo esse patrimônio, no entanto, só conseguiu manter-se intacto devido às ações do proprietário, o engenheiro Hebert Mendonça, que sempre atuou no turismo regional. Ele adquiriu o Paraíso Perdido em 1996 e, desde então, mantém atividades de preservação ambiental (veja vídeo ao lado).

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De acordo com Hebert, todo esse sistema deve ter sido formado há 700 milhões de anos. O local possui boa infraestrutura para receber os visitantes, com estacionamento, camping para 30 barracas, restaurante e uma grande área verde que delimita a entrada no complexo de cachoeiras e pedras. Também é dotado de sanitários e chuveiros com água quente.

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Ali, debaixo de árvores, há pias, mesas e bancos de alvenaria para fazer piqueniques, churrasco ou um lanche rápido para voltar aos passeios. Além do camping, o lugar possui cinco barracas de alvenaria simples, mas confortáveis, com duas camas de solteiro em cada uma delas.

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Nesta área, a preocupação ambiental de Hebert e os cuidados a serem tomados nas cachoeiras são bem evidentes com os avisos nas placas espalhadas pela área de circulação do Paraíso Perdido.  

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O local possui guias próprios para auxiliar os visitantes e informar sobre o complexo, principalmente sobre os riscos de tromba d’água. Mas outros guias com grupo de turistas são bem-vindos.

Alvenaria (acima), barracas no camping e placas de sinalização estão na área da infraestrutura

SERVIÇO

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Onde: Paraíso Perdido (MG). Entrada principal pela rodovia MG-050, sentido Passos-Belo Horizonte, entre os km 321 e 322. De carro, fica a 31,5km saindo de Passos (entrada à esquerda) e mais 4,6km de estrada de terra em bom estado. Por ônibus, o acesso mais próximo é na rodoviária de Furnas, em São José da Barra, a 14km do complexo

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Horário de Visitação: 8h às 18h todos os dias da semana. Camping: das 18h às 8h

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Valores: Consulte o site www.paraisoperdido.com.br para reservas e outras informações, incluindo pernoite. Crianças até 12 anos não pagam, se acompanhadas dos responsáveis.

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O que levar: roupa de banho, protetor solar e alimentos (é permitido levar comida e bebida para consumo próprio, com exceção de bebida alcoólica e garrafas de vidro). Para entrar na área de visita, é aconselhável usar chinelos de borracha ou tênis. São aconselhados colete-salva-vidas e boias

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