A onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos das últimas semanas se espalhou pelo mundo e fez com que as atenções voltassem para a luta de igualdade enfrentada pelos negros nos últimos séculos. A morte por asfixia de George Floyd, por um policial branco, é mais um episódio de sofrimento que levou ao lançamento da #blacklivesmatter, ou em português #vidasnegrasimportam, em todo planeta. Na esteira dessa discussão, o Noticiar.net pesquisou sobre museus que guardam um pouco da história do povo negro, que influenciou várias culturas, especialmente a brasileira.
Este é o momento para se informar mais sobre a história, a identidade e as lutas dos negros, que só querem o que todo ser humano deseja: respeito e igualdade de direitos e deveres. Veja abaixo alguns museus no Brasil e no mundo onde você pode aprender sobre escravidão, racismo, preconceito e direitos civis em acervos digitais, incluindo visitas em 360°. Uma verdadeira aula de história e cultura diretamente da sua casa.
Museu Afro Brasil (Brasil)
O Museu Afro Brasil reúne rico acervo sobre a cultura africana. O museu físico fica no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, mas também possui acervo digital interessante. O espaço conserva mais de 5 mil obras de diferentes universos culturais africanos, indígenas e afro-brasileiro, com o objetivo de celebrar a memória e a história da raça negra. A divisão é por núcleos temáticos, como do trabalho, da escravidão, da religião afro-brasileira e das festas populares. Lá, você encontra gravuras, pinturas, desenhos, aquarelas, esculturas, documentos, fotos, mobiliário, peças têxteis e artesanato do século 16 até a contemporaneidade. Você pode fazer três passeios virtuais.
Museu Internacional da Escravidão (Inglaterra)
Fundado em 2007, o museu de Liverpool, norte da Inglaterra, fica estrategicamente no porto onde os navios eram preparados para o comércio britânico de escravos. O espaço possui várias salas temáticas: culturas africanas, a escravidão, ideologias racistas até uma área dedicada aos mártires dos direitos humanos, como Mandela e Martin Luther King Jr. No site, é possível visitar o museu e ver peças antigas, máscaras, tecidos coloridos, tambores que enriquecem a cultura negra. Você pode explorar o local e galerias com visita virtual.
Museu Apartheid (África do Sul)
Sediado em Johannesburgo, na África do Sul, o museu remonta um dos piores episódios de racismo no século 20, quando se legalizou o apartheid, regime de segregação racial na África do Sul. O espaço foi inaugurado em 2001 e mostra como foi a ascensão e queda do apartheid. Estão disponíveis três exposições pelo site: temporárias, Mandela e Apartheid, as quais remontam a história de 40 anos de dor e conflitos raciais, depois de séculos de colonialismo no continente africano. Um passeio com muita informação para entender a constante luta dos negros contra o racismo.
Museu Nacional dos Direitos Civis (Estados Unidos)
Considerado um dos principais espaços quando o assunto é direitos civis, o Museu Nacional de Direitos Civis de Memphis, no Tennessee, nos Estados Unidos, compartilha a cultura e as lições dos movimentos americanos em busca de igualdade racial. Fundado em 1991, sua sede é no antigo Lorraine Motel, onde Martin Luther King Jr, ativista pela luta dos direitos civis, foi assassinado em 4 de abril de 1968. No site do museu, há exposições interativas, coleções e filmes que remontam a trajetória de cinco séculos de resistência negra, desde a escravidão, passando pela guerra civil americana em 1776 até eventos do século 20.
Museu de Arte do Brooklyn (Estados Unidos)
Este é um dos museus mais antigos sobre peças africanas em Nova York, nos Estados Unidos. A coleção permanente possui mais de 4.500 obras, incluindo artefatos encontrados por toda África, principalmente do Congo, Nigéria e Gana, até quadros e esculturas contemporâneas de artistas negros, como Bob Thompson, Mickalene Thomas e Michael Richards. Na coleção online, você pode visitar parte deste acervo, encontrando muitas informações sobre a cultura africana.
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