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Bem-estar: cultive orquídeas 

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Texto: Keuly Vianney

n.noticiar@gmail.com

15/01/2022

Em meio à pandemia e tragédias, atividades que tragam bem-estar são importantes para reduzir o estresse, ansiedade e aflorar o sentimento de utilidade no mundo. Em casa, você pode cultivar orquídea, uma bela flor capaz de sobreviver por vários anos, se houver cuidados adequados. Nesta semana, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) divulgou uma série de dicas no plantio, adubação e irrigação, essenciais para o crescimento e manutenção da orquídea.

Da família Orchidaceae, as orquídeas são consideradas frágeis e de cultivo difícil, mas com a devida atenção pode se tornar o xodozinho da sua casa. Conforme as pesquisadoras da Epamig, Flávia Pereira, Simone Reis e Marialva Moreira, mudas de qualidade são adquiridas em vários locais, como centrais de abastecimento, floriculturas, exposições, orquidários comerciais, viveiros até supermercados e lojas virtuais.

Existem várias cores de orquídeas, como as inusitadas verde-limão e azul, mas as brancas, rosas e roxas são as mais adoradas. A seguir, confira dicas de plantio e adubação de orquídeas das pesquisadoras da Epamig, com informações divulgadas na Agência Minas.

Plantio

A maioria das orquídeas pode ser plantada em vasos drenados com auxílio de pedras, argila expandida, cacos de telhas ou produtos similares. O vaso pode ser de barro, plástico ou de materiais alternativos, como cachepôs de madeira, bambu ou fibra de coco.

As pesquisadoras explicam que os vasos para plantio de orquídeas são geralmente mais baixos que os utilizados para outras plantas ornamentais. Uma dica importante: o vaso ideal deve ter o dobro do tamanho do sistema radicular das orquídeas, o equivalente a um recipiente de cerca de 14 cm de diâmetro.

Cerâmica artesanal

Mulher trabalha com vaso de barro; você mesmo pode personalizar vaso para sua orquídea

Após a escolha, o vaso deve ser preenchido até a metade com uma camada de substrato comercial, sendo os mais utilizados os de casca de pinus associadas a carvão vegetal, casca de arroz carbonizada, pedra britada ou fibra de piaçava.

Suspender os vasos de orquídea é uma alternativa muito utilizada pelos amantes da flor, pois facilita sua manutenção, favorece a ventilação das raízes e previne ataques de lesmas, caramujos e cochonilhas, como explicam as pesquisadoras.

Porém, o cultivo também pode ser realizado em bancadas ou dentro de estufas abertas ou fechadas, desde que haja luminosidade e umidade.

Plantando uma planta

Homem cultivando plantas; para orquídeas, são indicados adubos orgânico e inorgânico

Adubação

A adubação de orquídeas deve ser feita durante o verão, período em que a planta está em pleno desenvolvimento vegetativo. A adubação correta fortalece as orquídeas contra doenças, pragas e auxilia na produção de flores que ocorre, em geral, uma vez ao ano.

De acordo com a Epamig, o adubo para orquídeas pode ser orgânico ou inorgânico. Um bom adubo orgânico é o esterco de galinha, pois é rico em nitrogênio e pode ser usado em mistura com substrato ou espalhado na superfície. Recomenda-se uma colher de sopa por planta a cada dois meses.

Já os adubos inorgânicos são facilmente encontrados em casas especializadas. As formulações NPK 30-10-10 e 10-30-20 são as mais indicadas.

Irrigação

A irrigação de orquídeas merece atenção e deve ser feita até o substrato ficar encharcado. Mas, atenção, o excesso de água facilita o surgimento de fungos e pode apodrecer as raízes.

Para orquídeas cultivadas em bancadas, o cuidado com o excesso de água deve ser redobrado. Além disso, em hipótese alguma é recomendado usar pratos embaixo dos vasos.

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Orquídeas não suportam excesso de água e nem pratos embaixo dos vasos

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Para ficarem lindas, orquídeas devem ser cuidadas evitando doenças e pragas

Doenças e pragas

Podridões de raízes, hastes ou pseudobulbos, manchas foliares e alterações na coloração das flores são os principais sintomas de doenças nas orquídeas. Para evitá-las, é recomendado o uso de plantas matrizes sadias e substratos esterilizados.

Também é necessário controlar o excesso de umidade e adubação, manter as plantas em locais bem ventilados, remover as partes secas e doentes, isolar plantas com ataques de doenças e desinfetar bancadas, equipamentos e utensílios.

Já as pragas mais comuns em orquídeas são cochonilhas, percevejos, pulgões, vespinhas, besouros, abelha sem ferrão, lagartas, moscas, ácaros, tripes, tatuzinhos, lesmas e caracóis.

Para evitar a disseminação dessas pragas é necessário manter a planta contaminada isolada das demais e, durante esse período de isolamento, fazer de duas a três aplicações de produtos com ação inseticida ou acaricida a cada 15 dias.

Além disso, alguns métodos caseiros podem ser usados caso não haja ocorrência de ataques severos. Dentre eles, os mais comuns são a catação manual e o preparo de caldas.

A calda mais utilizada é a de sabão. Confira o preparo: três dentes de alho amassados e misturados com uma colher de sopa de sabão em pó, diluindo essa mistura em um litro de água quente. Depois, são acrescentados 10 litros de água nesta solução. Pronto, a calda já está no ponto para ser pulverizada nas plantas.

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