Doces com mais de

50 anos de tradição

Reportagem e fotos: Keuly Vianney    |  WebDesign: Hanna Teixeira   |  10/03/2020

Elaine e a filha Talyane, do Chiquinho Doceiro, mantêm tradição de doces artesanais em família

Fazer doces artesanais não é para qualquer um. Ainda mais com uma tradição de 50 anos. Pois os doces do Chiquinho Doceiro são famosos pelo sabor e a qualidade mantidas até hoje pela família em Passos, no Sul de Minas. A doçaria produz do clássico doce de leite mineiro até os tradicionais de frutas, como figo, abóbora, goiaba, mamão e cidra.

Sentiu vontade? No Chiquinho Doceiro, são cerca de 30 sabores diferentes de doces nos seus mais variados tipos: pastoso, em pedaços, cristalizados, em caldas e canudinhos. Para quem gosta de adoçar a vida, a loja é um verdadeiro paraíso.

Desde 2014, a doçaria é administrada em família, por Eliane Rodrigues Bueno e a filha Talyane Rodrigues Bueno. “Nossa produção continua artesanal até hoje. Acho que esse é um dos diferenciais do nosso doce, pois mantemos o mesmo padrão com receitas originais da época do meu avô”, explica a nutricionista Talyane.

O avô dela era Francisco Rodrigues de Amorim, o conhecido Chiquinho Doceiro. Conforme Eliane, tudo começou em 1969, quando o pai comprou receitas e tachos de um amigo que estava se mudando de Passos. “Meu pai pegou quatro receitas de doce de leite, de queijo, coco e o misto, de leite com chocolate. Minha mãe, Nilda Manicardi, foi ajudando a fazer os doces e depois eles foram criando novas receitas. Assim nasceu o Chiquinho Doceiro”, conta Eliane.

Uma das receitas criadas pelo casal naquela época é o pé-de-moleque pingado com a colher, que é produzido até hoje e um dos mais vendidos na loja. “Sempre produzimos os doces em família até a morte do meu pai. Em 2014, eu e minha filha começamos a administrar tudo sozinhas”, afirma a doceira.

Ao longo do tempo, outras receitas foram incorporadas no cardápio. Porém, as técnicas artesanais e receitas originais nunca saíram do menu. Na aconchegante loja, você encontra uma variedade grande de doces, que podem ser vendidos a quilo ou em potes (veja Galeria abaixo; clique na foto para ler a legenda).

Talyane destaca a tradição do modo de fazer os doces do Chiquinho Doceiro, que conquistaram um público fiel e são marca registrada da doçaria. “A técnica do doce pingado, da época do meu avó, é pingado um a um com a colher. Se fizermos em outro formato, não conseguimos vender. É uma tradição que fazemos questão de manter”.

DEGUSTE

Comemos o doce de leite em pedaços no Chiquinho Doceiro. A produção é bem tradicional, de mineiro mesmo. O açúcar e o leite são no ponto, com aquele sabor gostoso que derrete na boca. Difícil comer um só pedaço!

Já o doce cristalizado demora uma semana para ficar pronto, pois é feito artesanalmente. O doce de queijo também mantém tradição, sendo feito com queijo Canastra. Uma das novidades da casa é o doce de café. “Acho que nosso doce lembra o doce da casa da vovó”, diz Talyane. “É um doce mais puro, porque usamos matéria-prima fresca e selecionada, como o leite, as frutas e o amendoim. Não é só aroma”, emenda Eliane.

Os doces do Chiquinho Doceiro alcançaram um mercado mais amplo que a região, pois já foram vendidos para pessoas de todos Estados do Brasil e até para os Estados Unidos. Para 2020, o projeto é começar a produzir geleias de frutas.

VAI LÁ:

Chiquinho Doceiro, em Passos (MG). Em dois endereços: Rua Rio Grande do Sul, 25, bairro São Benedito. Funciona de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h e no sábado, das 9h às 13h / Rua Santa Marta, 28, bairro Carmelo. Funciona das 7h às 16h30, de segunda à sexta-feira. Pronta-entrega e aceita encomendas para festas e eventos. Whatsapp: (35) 3021-0113. Facebook: Doce São Francisco / Instagram: @chiquinhodoceiro

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