POLÍTICA

Foto: Aluísio de Souza

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Plataforma reúne dados

sobre Câmaras do Brasil

Texto: Keuly Vianney

n.noticiar@gmail.com

13/09/2021

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Com um orçamento anual de R$ 15,9 bilhões, as 5.568 Câmaras Municipais de Vereadores do Brasil contam com 58.114 edis eleitos pelo povo e empregam mais de 210 mil funcionários. Esses números constam do Panorama do Legislativo Municipal, lançado recentemente pelo DataSenado. A plataforma detalha dados públicos do legislativo de todo país, abrindo possibilidade de se conhecer melhor as casas legislativas, incluindo do Sul de Minas.

Sobre a Câmara de Passos, por exemplo, a plataforma indica que o orçamento anual gira na casa do R$ 6,9 milhões, com 11 vereadores e o trabalho de 34 funcionários. Quer saber mais ou pesquisar sobre o legislativo da sua cidade? Acesse plataforma aqui.

O site foi desenvolvimento pelo Data Senado e o Interlegis, num esforço inédito de agregar informações de todas as Câmaras Municipais do Brasil. As principais fontes foram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministério da Economia.

Os dados estão organizados em formato de painéis e gráficos a fim de facilitar a visualização por qualquer cidadão, com acesso de forma simples e intuitiva. A plataforma disponibiliza números a partir do ano 2000, sendo possível fazer o download como forma de transparência. Estão lá números de cada legislativo, incluindo orçamento anual, número, gênero, idade e escolaridade dos vereadores e funcionários (ao lado, reprodução da página inicial da Câmara de Passos).  

O site ainda permite comparar números entre as cidades. Além das informações legislativas, ainda há dados sobre cada município brasileiro, como população, expectativa de vida, Produto Interno Bruto (PIB), PIB per capita e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), composto por indicadores de longevidade, educação e renda.

Utilidade

Um dos idealizadores do projeto, David Varchavsky, coordenador de Planejamento e Relações Institucionais do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), explica que a ideia surgiu a partir da tentativa de se fazer um censo do poder legislativo municipal. Conforme ele, a equipe do DataSenado encontrou dificuldades para viabilizar o projeto e sugeriu, em vez do censo, que as informações fossem retiradas das bases de dados do próprio Interlegis, do TCU (Tribunal de Contas da União), do TSE e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“São dados que podem ser úteis à imprensa, ao público acadêmico e aos próprios vereadores, prefeitos e governadores. Há um leque grande de informações que podem embasar políticas públicas e ajudar a conhecer o próprio Estado. Às vezes, nem o governo estadual tem os dados compilados dessa forma”, afirma David.

Para o chefe do Serviço de Gerenciamento de Sistemas (SEGS) do DataSenado, Florian Augusto Madruga, o que motivou o desenvolvimento da plataforma foi a atuação do Interlegis junto às câmaras municipais, sua atividade fim. Ele ressalta que foram quase dois anos de trabalho devido à complexidade do projeto.

“A gente observou que um segmento que tem se expandido é a visualização de dados. Como nunca tinha realizado um trabalho com essas características, a gente precisou testar várias ferramentas. O processo de mapeamento das bases de dados foi longo e houve a produção dos gráficos e a concepção de identidade visual. E a pandemia deixou mais longo o projeto”, diz Florian. (Com informações da Agência Senado)

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