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SAÚDE

85% dos vacinados em Passos recebem Coronavac

Reportagem: Keuly Vianney

15/02/2021

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Um total de 85% dos vacinados contra a Covid-19 em Passos recebeu a vacina da Coronavac, da China, conforme levantamento realizado hoje pelo Noticiar.net junto à Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Passos. Outros 15% foram imunizados com a Oxford/AstraZeneca, importadas pelo governo brasileiro da Índia (veja Galeria acima para mais informações e clique na foto para ler a legenda).

 

A chinesa Coronavac também é maioria nas 27 cidades da região, sob jurisdição da SRS de Passos, onde 84,2% receberam o imunizante chinês. O restante da população, 15,8%, se vacinou com a britânica fabricada pelos indianos.

A Regional de Saúde de Passos já recebeu 28,6 mil doses da vacina contra a Covid-19 em três remessas do imunizante enviadas até 9 de fevereiro pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Do total, 24.100 doses são da Coronavac e 4.500 da AstraZeneca, que foram distribuídas nas 27 cidades da região.

 

De acordo com a SRS de Passos, a primeira remessa ocorreu em 19 de janeiro com 9.480 doses só da Coronavac. No dia 28 de janeiro, veio a segunda remessa, com 7.220 doses da Coronavac e 4.500 da AstraZeneca. A terceira remessa, em 9 de fevereiro, chegaram 7.400 doses da Coronavac.

Considerado o maior município do Sudoeste de Minas com cerca de 115 mil habitantes, Passos já recebeu 7.446 doses da Coronavac e 1.310 da AstraZeneca.

 

A assessoria de imprensa da SRS informou que do total de doses recebidas ainda falta distribuir aos municípios apenas a segunda dose, referente à remessa recebida pela Regional na última semana. Ambas as vacinas precisam de duas doses para consolidação. 

Tecnologias

Até agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em estado emergencial, duas vacinas para serem aplicadas no país: a Coronavac e a Oxford/AstraZeneca.

A Coronavac usa a tecnologia de vírus inativado, como a maioria das vacinas aplicadas até hoje, com eficácia de 50,38%. O laboratório da China fez parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo, que por enquanto está apenas envasando o produto. Com a importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), o Brasil deve começar a produzir totalmente o imunizante.

Já a vacina da Oxford/AstraZeneca utiliza uma tecnologia nova chamada de vacina vetorial, sendo desenvolvida com o vetor não-replicante de adenovírus de chimpanzés, inofensivo para seres humanos. Cientistas afirmam que é uma versão mais fraca do vírus da gripe comum no primata e contém proteínas contidas no material genético do vírus Sars-Cov-2, causador da Covid-19. A parceria no Brasil é com a Fundação Fiocruz, no Rio de Janeiro, com uma eficácia de 70%.

 

O Brasil ainda estuda a possibilidade de aprovação pela Anvisa das vacinas do consórcio Covax Facility, da Organização Mundial de Saúde (OMS); da da Pfizer/BioNtech; Janssen; Moderna e do Instituto Gamaleya, da Rússia, que está produzindo a Sputnik V.

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