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Capitólio em movimento

Reportagem Especial

Geólogos vão criar normas brasileiras de risco geológico após acidente em Capitólio

Reportagem: Keuly Vianney
Fotos: Aluísio de Souza
n.noticiar@gmail.com
XX/XX/2022

Seis meses após a tragédia que deixou 10 mortos e 32 feridos nos cânions de Furnas, em Capitólio, Sul de Minas Gerais, um grupo de geólogos trabalha para criar as primeiras normas de risco geológico e turismo do país. Além da região, eles também usarão avaliações técnicas feitas em Fernando de Noronha (RN) e na Chapada dos Veadeiros (GO) para definir as regras.

 

A cidade ainda sofre as consequências do acidente, e, mesmo com a retomada gradual das atividades, o movimento turístico não chega a  50% do que era antes da tragédia de 8 de janeiro, quando uma rocha se desprendeu de um paredão e atingiu lanchas de passeio que navegavam pelo local.

 

"O acidente nos cânions acendeu uma luz no Brasil inteiro na relação risco geológico e turismo", diz a geóloga Joana Sanchez, docente da Universidade Federal de Goiás (UFG) e integrante da primeira equipe de geólogos contratada pela Prefeitura de Capitólio a entrar e avaliar os cânions após a fatalidade. "Sabemos que a causa da queda do paredão foi natural, mas do jeito que está não dá para continuar. É necessário criar a regulamentação dos locais de turismo ligados à natureza no país, que chegam a 90% no território nacional, para evitar turismo predatório e outras tragédias",