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Come on baby! É dia de rock

Texto e Fotos: Keuly Vianney

Arte: Hanna Teixeira

10/07/2019

No próximo sábado, 13 de julho, comemora-se o Dia Mundial do Rock. Apesar de ser uma data lembrada somente no Brasil, é um momento para celebrar o estilo musical mais revolucionário do século 20, que perdura com muitos fãs por todo o globo. Em Minas Gerais, terra de grandes roqueiros, não poderia ser diferente.

A comemoração do dia foi amplamente defendida por duas rádios de São Paulo nos anos 1990 após o Live Aid, megaconcerto que reuniu grandes bandas de rock em 1985 para angariar fundos para acabar com a fome na Etiópia, sob a organização de Bob Gedolf.

No dia 13 de julho daquele ano, os shows aconteceram, simultaneamente, em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos. A causa atraiu grandes nomes do rock mundial, como The WhoLed ZeppelinDire Straits, QueenDavid BowieBB King, Mick Jagger, Sting, U2, ScorpionsPaul McCartneyEric Clapton, Black Sabbath e Phil Collins, que tocou nos dois países.  

Em Passos, há muitos fãs do bom e velho rock and roll, seja como ouvintes desse som eletrizante ou artistas que transportam para tela toda sua paixão pelo estilo. O Noticiar.net entrevistou duas gerações marcadas pelo rock na cidade.

Ouça áudio do locutor Giovani Costabile di Sessa, que milita pelo rock em Passos há mais de 30 anos, foi criador do Beco da Contracultura, é locutor de um programa de rock numa rádio local e abre espaço para bandas roqueiras em Passos e região. 

Giovani Di Sessa - Dia Mundial do Rock
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Orlando Andra - Dia Mundial do Rock
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Outro roqueiro que fala sobre a importância do rock é o último vocalista da Mary’s Band, Orlando Andra. No currículo, o músico tem cinco álbuns de rock lançados e participação em vários eventos no tempo da Mary’s Band, como abertura do show da banda americana de punk rock Green Day em 1998 em Belo Horizonte, apresentação no Rock in Rio em 2001, turnês pelo Brasil, clipes que estiveram entre os melhores da MTV e a gravação do CD Tô Virado pela Sony Music em 2000.

Recentemente, o músico está num projeto pessoal – o Mary’s Pocket – com músicas que formataram sua personalidade musical e participação de convidados. A estreia será dia 20 de julho em Passos. Ouça áudio de Orlando falando sobre a importância do rock em sua vida.

13 horas seguidas

Para comemorar o sábado, haverá um evento especial em Passos com 13 horas seguidas de muito rock’n roll, reunindo nove bandas de Passos e São Sebastião do Paraíso no Arquivos Bar.

A organização é de Giovani em parceria com a Cervejaria Your Beer, que marca presença com suas bebidas e chopp artesanais. Um palco será montado entre as ruas João Pimenta e Joaquim Piantino, vias que ficarão interditadas para o evento, que começa às 14h e vai até às 22h.

Para esta maratona musical, foram convidadas as seguintes bandas: Delta Brothers, Los Gruhnidos, Banda Blaa, Rota de Fuga, Rock History, Tio Guéder, NVD, Nós e ela e ainda Laura Lopes.

Apesar de toda sua rebeldia, rock também é solidariedade. No evento, haverá coleta de agasalhos, que serão direcionados para creches e outras instituições assistenciais da cidade. Interessados podem levar roupas para doação neste inverno 2019.

Na programação, dois artistas participam do evento: Junio Oliveira (leia texto abaixo) e o artesão Léo Carvalho leva seus trabalhos artesanais. 

 

E o som continua à noite em outros três bares parceiros do evento, com shows ao vivo. No pub St Patrick’s, a banda Gin Sônica se apresenta às 17h seguida da Jet Rock. Linking Park Cover estará na Bat Caverna às 20h e o tributo ao Led Zeppelin acontece às 22h no Woodstock Bar.

Pop art

Além do som, o rock também faz solo na pintura. O artista plástico Junio Oliveira, de Passos, uniu duas paixões e vem dedicando parte de suas pinceladas ao pintar ícones do rock mundial, calcado no estilo da pop art de Andy Warhol (1928-1987).

Desde 2016, ele já pintou cerca de 20 quadros em acrílico e óleo sobre tela de grupos e cantores que marcaram gerações do rock. Esta foi uma revolução artística na vida de Junio, cuja influência maior eram as paisagens acadêmicas.

“Foi uma experiência nova que veio naturalmente. Mas o rock fez parte da minha adolescência e sempre sofri essa influência. Agora, estou fazendo algo diferente na pintura, mais psicodélico, com influência na cor e movimentação para dar mais dimensionalidade”, explica o artista.

 

A primeira pintura no estilo foi de Jim Morrison, vocalista do The Doors. Desde então, já foram transportados para a tela Freddie Mercury, Kurt Cobain, Pink Floyd, Led Zeppelin, Ozzy Osbourne, Axl Rose, Kiss, Jimi Hendrix, Queen, Evanescence, Amy Winehouse, Metallica e The Cranberries.

 

Muitas dessas telas já foram vendidas para roqueiros que também apreciam artes plásticas. Ele ainda pretende pintar Janis Joplin e Santanna. “Uso técnicas apuradas, pois o resultado é uma pintura mais real. O rock é imortal, mas sempre surgem novas tendências e a pintura segue o mesmo caminho. Tudo é arte”, afirma. Veja na Galeria telas do artista.

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