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SAÚDE

Covid-19: redobre proteção

nas próximas semanas

Reportagem: Keuly Vianney

13/03/2021

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A proteção contra a Covid-19 deve ser redobrada nas próximas semanas, conforme projeções de pesquisadores que se preocupam com o aparecimento das variantes do novo coronavírus em diferentes regiões do país. O alerta foi dado pelo Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) neste novo pico da pandemia (veja medidas protetivas na Galeria acima; clique nas fotos para ler a legenda). 

 

Em entrevista à UFMG Educativa nesta semana, a pesquisadora do ICB, a médica Ana Caetano Faria, alertou para o avanço da pandemia no país. “As recomendações desde o início da pandemia devem ser reforçadas neste momento, com todas as medidas de proteção ao mesmo tempo e a continuação da vacinação. As várias variantes vão surgindo à medida que aumenta a circulação do vírus”, diz a docente.

No Sul de Minas Gerais, as novas variantes já foram detectadas desde a última semana. Essas variações, que sofreram várias mutações do vírus original Sars-Cov-2, apontam para recorde de mortes, geram novos sintomas, são mais transmissíveis e põem em risco a eficácia das vacinas.

 

No Brasil, foram observadas as variantes P.1 e P.2 em Manaus, Tocantins, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No início do mês, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais já confirmou amostras de pacientes infectados com essas duas variantes nas cidades de Varginha, Itajubá, São Lourenço, Ibitiura de Minas e Cruzília.  

“As variantes são transmitidas com mais facilidade, carregam uma carga viral maior e aumentam a transmissão. Essas variantes que estão se tornando dominantes no Brasil, na Inglaterra e na África do Sul conferem ao vírus uma facilidade maior de contagiar e espalhar”, alertou a pesquisadora no programa.

 

Máscara

Enquanto o Brasil não conseguir vacinar, pelo menos, 70% da população, a única maneira de interromper a propagação da doença para a professora é manter o distanciamento social; sair somente se necessário; higienização das mãos e usar máscara.

No programa, ela explicou que a máscara tornou-se um equipamento fundamental no combate à pandemia. “Com o vírus mais contagioso, precisa se proteger mesmo. A grande maioria do contágio ocorre de pessoa a pessoa e a máscara tornou-se fundamental”, afirmou.

 

Máscaras profissionais, como a N-95 ou máscara tripla, usada pelos profissionais de saúde, são as mais eficazes, mas nem sempre estão disponíveis para a grande maioria da população. “Melhor usar a máscara caseira do que nenhuma proteção, pois ela protege. Muitas pessoas já estão usando duas máscaras e o face shield (protetor facial). O importante é se proteger”.

Vacinas

A notícia otimista é que as vacinas disponíveis no Brasil até o momento, a Coronavac e a Oxford/AstraZeneca, são eficazes contra as variantes do novo coronavírus que circulam no país, como confirmaram pesquisas nas últimas semanas. Outros imunizantes também estão sendo colocados à prova para ver se são capazes de gerar resposta às novas linhagens do Sars-Cov-2.

 

A recomendação, no entanto,  é que as pessoas já imunizadas devem manter as medidas de proteção, tanto para quem tomou a primeira ou segunda dose da vacina. “A vacinação protege a pessoa, mas ela não deixa de ser transmissora. É preciso se conscientizar de que ela pode transmitir o vírus e, por isso, deve manter o uso correto de máscara, higienização das mãos e distanciamento social”, completou a pesquisadora.

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