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5 dicas para não cair em
fake news nas eleições

Texto: Keuly Vianney
n.noticiar@gmail.com

24/08/2022

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Com o início da campanha eleitoral 2022, é bom ficar de olho nas informações difundidas pelos candidatos e seus assessores a fim de evitar desinformação e cair na armadilha das famigeradas fake news. O Noticiar.net selecionou 5 dicas para que você reconheça boatos e mentiras, principalmente aquelas compartilhadas nas redes sociais, apps de mensagens, em entrevistas ao vivo e debates, as quais serão mais comuns a partir de agora. 


Desconfiar e checar as informações antes de passá-las para frente é essencial nesse momento de quando se aproxima o dia da votação, marcado para 2 de outubro. No pleito, estão em disputa pelo voto popular os cargos de presidente da República, 513 deputados federais, 27 senadores e 27 governadores. 

Como explica o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de vagas no caso dos deputados estaduais e distritais nas Assembleias Legislativas depende da representação dos Estados na Câmara de Deputados. No site do tribunal, você pode consultar a bancada da Câmara dos Deputados por Estado (acesse aqui). 


Por isso, é preciso atenção máxima no bombardeio de notícias falsas na próximas semanas. Para se ter uma ideia, um dos candidatos às eleições deste ano chegou a propagar uma mentira a cada 3 minutos em entrevista para uma rede de televisão no início desta semana, conforme confirmação do jornal O Estado de São Paulo após a entrevista. 

Caso fique em dúvidas sobre dados e informações recebidas, há muitos sites sérios e com profissionais especializados na checagem de informações, uma tendência necessária devido à avalanche de boatos e fake news difundidas facilmente por meio da internet. Confira dicas abaixo para ajudar no combate à desinformação: 

Se bateu a dúvida, desconfie
Se você tem dúvida sobre alguma informação recebida, a primeira dica é não repassá-la para evitar propagar notícia falsa e causar grandes problemas. Para sanar a desconfiança, procure saber a origem de recebimento da informação (a fonte); acesse sites confiáveis de checagem para saber se já há alguma discussão a respeito e só repasse se realmente possui certeza de que não seja boato ou mentira. Confira na reprodução as orientações básicas do TSE para checar conteúdos duvidosos:

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Página do TSE oferece vários serviços no combate à desinformação / Reprodução

Enfrentamento à desinformação
O TSE criou seu próprio programa de enfrentamento à desinformação em 2020, devido ao grande crescimento das fake news em eleições do país nos últimos anos, impulsionado pela rápida e fácil propagação no meio digital. O site da Justiça Eleitoral possui várias linhas de atuação para ajudar o eleitor no esclarecimento sobre informações falsas relacionadas ao tribunal e às eleições, bem como produz materiais com conteúdos educativos. Um deles é a página Fato ou Boato, desenvolvido em parceria com agências de checagem reconhecidas. Também há informações sobre o eleitor, urnas eletrônicas e outras dúvidas dos cidadãos brasileiros. 

Alerta de Desinformação Contra as Eleições
O TSE também possui um espaço online exclusivo para alertas de desinformação contra as eleições (acesse aqui). No canal, pode-se enviar denúncias de violações de termos de uso de plataformas digitais, especificamente relacionadas com a desinformação ou disparo em massa sobre o processo eleitoral. 


São considerados exemplos de desinformação contra as eleições: informações equivocadas sobre a participação nas Eleições 2022, distorcendo dados relativos a horários, locais de votação e documentos exigidos; uso de contas falsas com uso da imagem da justiça eleitoral para compartilhar informações falsas contra as eleições; ameaças aos locais de votação ou a outros locais ou eventos importantes; informações não verificadas sobre fraude eleitoral, adulteração de votos, contagem de votos ou certificação dos resultados da eleição; veiculação de discurso de ódio e incitação a violência para atacar a integridade eleitoral e agentes públicos envolvidos no processo. Já as infrações eleitorais, como propaganda ilícita, devem ser enviadas para o Sistema Pardal

Sites confiáveis
No Brasil, já existem sites que trabalham com profissionais idôneos para checar as informações com técnicas de fact-checking e confirmar a veracidade dos fatos. Alguns deles se consolidaram e detêm confiança, como no caso da Lupa, Estadão Verifica, o Boatos.org, etc. Profissionais especializados checam dados sobre diversos assuntos, desde economia e esportes até saúde e cultura, mas a política acaba tendo maior demanda de verificação, principalmente nesta época das eleições. As plataformas ainda contam com a ajuda da população, que envia dúvidas para serem checadas. 

Comprova
Um projeto que atua diretamente contra a desinformação sobre política, eleições e Covid-19 é o Comprova, iniciativa colaborativa com jornalistas de 43 veículos de comunicação do país liderado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Esta semana, o projeto lança um aplicativo para facilitar a vida do cidadão brasileiro, estando já disponível a primeira versão no Google Play Store e na Apple Store. Pelo app, pode-se acompanhar as verificações publicadas pelo Comprova, enviar sugestões de fatos suspeitos e conhecer técnicas de identificação de conteúdos enganosos ou falsos divulgados nas redes sociais. 


Numa segunda versão a ser disponibilizada em até duas semanas, ainda antes da eleição em outubro, o app permitirá ao usuário realizar investigações de imagens com recurso de busca. No primeiro semestre do ano, o Comprova já havia produzido um minicurso sobre desinformação voltada para maiores de 50 anos, com vídeos educativos apresentados por Boris Casoy e Lilian Witte Fibe e distribuídos nas redes sociais. 

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Minicurso do Comprova ensina como identificar fake news / Reprodução

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